O antigo e pequeno vilarejo de Ararapira (cabeceira de arara), surgido nas margens do braço do mar, foi se acreditando em construir um povoado de prosperidade. Hoje, Ararapira não passa de uma cidadezinha abandonada, em suas poucas e singelas casas não se veem os habitantes; as crianças já não estão mais nas ruas com os pés descalço correndo atrás de borboletas; os pescadores que tiravam do mar o sustento de casa, pegaram seus apetrechos, suas famílias e foram tentar viver em outro lugar; o comércio faliu; a escola parou; o cemitério se calou; na Igrejinha não se houve mais as lamentações das senhoras, o badalo do sino e nem os sermões do fiel Padre que também abandonou o vilarejo. Tudo aconteceu, foi inevitável lutar contra 'aquilo' donde tiravam o sustento, de onde se avistava o horizonte...o mar se enfureceu, não se sabe por que razão, mas Ararapira aos poucos foi sendo de certa forma engolida pelas águas, abandonada pelos seus habitantes e parada no tempo. Enquanto o resto das casinhas vão desaparecendo, um pequeno importante pedaço histórico do Brasil vai ficando guardado apenas na memória dos últimos sobreviventes.